Viva o amor!

Olá, sou o Romeu. Eu trabalho no Bar “O encontro”. Este lugar é mais do que um bar. Para mim é a minha fonte de inspiração para o livro que sonho com acabar de escrever prontamente. Mas com tudo o que estou a ver nestes dias penso que vou alcançar o meu objetivo antes do que eu pensava. Não sei se é a atmosfera romântica do meu lugar de trabalho, ou que as pessoas estão cada dia mais precisadas de achar o amor, e saem ao mundo à procura dele, o que faz que venham cá com a vontade de que qualquer noite seja a oportunidade em que conseguirão concretizar o seu desejo. 

Por exemplo, vou partilhar com vocês, meus queridos leitores, o belo início duma história de amor que pude desfrutar ontem à noite. Ainda era cedo e havia pouca gente no bar. Numa mesa, lá no fundo, estava um homem jovem de aspecto sério e calado, a tomar tranquilamente um copo de vinho. Tinha-me chamado a atenção o facto de que estivesse sozinho, e a minha cabeça criativa estava a imaginar todas as possibilidades para que alguém como ele não tivesse chegado acompanhado por uma linda dama. Passaram poucos minutos para que atravessassem a porta três mulheres, cada uma mais bonita do que a outra. Parecia que tinha entrado uma luz radiante junto com elas. O homem de quem lhes falei também se apercebeu daquela chamativa cena. O seu semblante mudou; os seus olhos estavam a brilhar, enquanto as raparigas avançavam até mim para perguntar por uma mesa disponível para se sentarem. Eu as fiz sentar na que estava mais perto dele, quem não deixava de me seguir com o olhar. Eu o fiz de propósito, como vocês bem podem imaginar. Elas sentaram-se e não passou muito tempo para que ele se enchesse de valor e lhes pedisse partilhar a mesa com elas. 


Dissimuladamente, eu estive atento ao que acontecia com aquele tão interessante grupo que se tinha formado ali. Ele já não era o que eu vi ao começo da noite; agora o seu rosto mostrava alegria e entusiasmo. Aquelas raparigas tinham-lhe dado um motivo para sorrir. Estiveram entretidos durante horas. Já perto da madrugada percebeu-se que tinha surgido um interesse especial entre ele e uma das três raparigas. As outras duas ajudaram a que aquele idílio, que apenas começava, pudesse progredir. De repende disseram que tinham de ir embora e que eles dois podiam ficar à vontade. A noite continuou a lhes oferecer a possibilidade de olhar um nos olhos do outro, e assim estiveram até que chegou a hora de fechar o bar. Quando vi sair os dois juntos, de mãos dadas, senti-me feliz por duas razões, uma porque tinha uma nova história para adicionar ao meu livro, e outra porque nessa noite tinha nascido o amor entre duas boas pessoas. Viva o amor!

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